tu mi manchi!
(Source: xwatchingusdietonight)
Nine Discourses on Commodus. Oil, wax crayon, and pencil on canvas,
204 x 133.5 cm. 1963.
Anne and Margot Frank at the beach.
[O melhor remédio para os amedrontados, solitários ou infelizes é sair, ir a um local onde possam ficar a sós, com o céu, a natureza e Deus. Só então você pode sentir que tudo é como deveria ser, e que Deus deseja a felicidade das pessoas em meio à beleza e à simplicidade da natureza.]
A sociedade secreta é um estágio intermediário no caminho da individuação: confia-se ainda a uma organização coletiva a tarefa de ser diferenciado por ela, isto é, ainda não se compreendeu que é tarefa do indivíduo ficar de pé, por si mesmo, e ser diferente dos demais. Todas as identidades coletivas, quer se refiram a organizações, profissões de fé relativas a tal ou qual ismo, etc., ameaçam e se opõem ao cumprimento dessa tarefa. Essas identidades coletivas são muletas para os paralíticos, escudos para os ansiosos, divãs para os preguiçosos, recreio para os irresponsáveis, mas também albergues para os pobres e fracos, o porto protetor para os náufragos, o seio da família para os órfãos, a meta gloriosa e ardentemente desejada para os que se extraviaram e se decepcionaram, a terra prometida para os peregrinos extenuados, o rebanho e o cercado seguro para as ovelhas desgarradas e a mãe que significa nutrição e crescimento.
Por este motivo não se deve considerar esse grau intermediário como um obstáculo; ele representa, ao contrário, e ainda por muito tempo, a única possibilidade de existência do indivíduo que hoje, mais do que nunca, se encontra ameaçado pelo anonimato. O fato de pertencer a uma organização coletiva é tão importante na nossa época que tem mesmo o direito de parecer como meta definitiva, enquanto que toda tentativa de sugerir ao homem a eventualidade de um passo a mais no caminho da autonomia pessoal é considerada como presunção, desafio prometeico, fantasia ou mesmo impossibilidade.
Manual de Zoofilia
Cisnes